Um novo tipo de sangue artificial foi sintetizado, podendo ajudar a superar a falta de doadores

04/11/2013 12:56

 

Sabemos que muitas vezes a palavra sangue é associada a dor e sofrimento. Entretanto, não podemos esquecer que o sangue está totalmente ligado com a vida humana. Um bebê nasce com um volume de sangue correspondente a um copo, enquanto que um adulto passa a ter o equivalente a 20 copos desse líquido da vida.

 

Em algum momento na vida de uma pessoa, ela não terá sangue suficiente para sustentar a sua vida, seja por causa de acidentes ou doenças. Por essa razão, sangue é necessário a cada momento. Nos Estados Unidos, apenas 5% da população doa sangue, no Brasil isso cai para 2%. É uma triste realidade. O que acontece então quando uma pessoa precisa de sangue e o mesmo não está disponível? O ataque de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos, fez com que 500,000 americanos precisassem de doações de sangue. Casos como esses tem levados cientistas e engenheiros químicos a desenvolver um sangue substituto para combater a falta de doadores.

 

Entendendo um pouco...

 

Esse sangue sintetizado deve suprir as 2 funções principais de um sangue humano: primeiro, deve ser capaz de transportar para para todos os tecidos o oxigênio captado e, segundo, deve remover o dióxido de carbono produzido pelos tecidos no processo de combustão. Apesar do sangue sintetizado não apresentar células, os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos e as plaquetas, nem plasma, ele ainda sim é capaz de realizar essas 2 funções. Então, esse novo sangue deve ser capaz de imitar a capacidade carreadora de oxigênio realizada pelos nossos eritrócitos. Entretanto, esse sangue servirá apenas como medida provisória. Ele servirá para dar tempo ao corpo produzir a quantidade de células sanguíneas necessárias para suprir a sua própria demanda, compensando o sangue que foi perdido por alguma razão.

 

Esse novo sangue produzido artificialmente é composto, principalmente, por substitutos como carreadores de oxigênio baseado em hemoglobina (HBOCs) e perfluorocarbonos (PFCs). Enquanto que os HBOCs utilizam hemoglobina, um componente presente nas células vermelhas do sangue, os PFCs são totalmente produzidos sinteticamente. Entretanto, como em muitoas avanços tecnológicos, têm-se ainda um número de vantagens e desvantagens a serem consideradas. 

 

Para quem deseja se informar mais acerca desse assunto é só acessar o link abaixo:

 

http://illumin.usc.edu/printer/58/the-search-for-a-blood-substitute/

 

Por: Dra. Ana de Fátima, Emanuel Proença.

 

 

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Livro texto e Autor

 Fisiologia Animal: Adaptação e Meio Ambiente

 

Livro-texto da disciplina, de autoria de Knut Schimdt-Nielsen (1915-2007), figura proeminente no campo da

fisiologia comparativa e Professor Emérito da Universidade de Duke.

É citado como "pai da fisiologia comparativa e biologia integradora".

Leitura simples e linguagem fácil.

Onde comprar: www.editorasantos.com.br 

www.livrariacultura.com.br

Knut Schmidt-Nielsen  

Curiosidade Animal

Eleutherodactylus iberia (Robber frog)

 

Segunda menor espécie de sapo conhecida, mede cerca de 10 mm quando adulto. Alimenta-se de ácaros e microinsetos, sendo abundante no hemisfério norte, especialmente em Cuba. Está na lista de espécies ameaçadas da IUCN, devido à perda do habitat natural.

 

Fonte: Arkive